quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Tormentos


"Não queria pensar no passado. Para que se voltar para o tempo distante, para os dias que se perderam, para a vida que era toda morta? Lá dentro estavam os seus tormentos." (FOGO MORTO - José Lins do Rego)


Te encontrei pelas sombras do meu caderno.. em meio à primavera, a agonia dessa dor que teimo carregar. Eu expulsei de mim o amor que nutri por ela e deixei-me inundar de felicidade ao teu lado. Foi então que fantasmas do dia 1º me nutriram em rasgos interinos e nunca mais te encontrei em porto seguro.
Indubitavelmente sincero, esse meu amor; e já não sei o que tenho que enterrar neste museu de lágrimas.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Tudo novo!

Depois de tantos anos desprezando uma tradição de reinício da contagem dos 365 dias que completam um ano, dei-me por conta que todo mundo merece uma segunda tentativa, um recomeço... E vai ser assim: uma nova forma de me dar um "novo".
Já conheço todos meus erros, todos meus pontos fracos, todas as gotas do piso molhado que me fizeram escorregar; agora é aproveitar que estou melhor, mais forte, menos bêbada, acordada de verdade... e abrir na neve o sorriso que tanto quis dar e receber.
Diferentemente das agonias por quais passei na virada deste velho ano, esse que virá já me nutre de expectativas e energias.
NADA vai me desalinhar! O futuro, eu aprendi a escrever com a própria força do meu punho, com a plena consciência do meu organismo, sem nenhum tipo de coação - nunca mais...


(Feliz Natal e que 2012 venha repleto das melhores surpresas)

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

... Grande.

Eu posso deixar esse lugar, mas a dor que ele me trouxe vai me acompanhar até o fim dos meus dias.
E o que fazer quando o maior acerto vira o pior erro?

O palhaço pinta um grande e colorido sorriso para esconder a falta, na expressão fatigada e triste. Os olhos deságuam rio, mar, oceano.. Luta contra todas as dores e anima a todos, cativando o que, de fato, ele não pode oferecer: um amontoado de músculos unidos a grunhidos felizes.

É verdade: nunca terei ninguém como te tive. Ninguém será melhor em nada. O nível de superação foi altíssimo, portanto, Parabéns! Foste, de longe, a maior felicidade e o sofrimento mais grosso que tive e que, preciso acreditar, terei. Pinto meu nariz de vermelho já; dessa forma, consigo camuflar as lágrimas frente à essa imensa decepção.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Mini-história

Eram anos em desconhecimento quando, de repente, se reencontraram em um verão. Passou outono, inverno, primavera... outro verão que findava e ela, num surto de felicidade incontestável, o abraçou e disse, com olhos transbordando vontades, "Menino, casas comigo, não é?". Ele, em silêncio e cabeça baixa, negou-lhe as palavras que a mocinha queria ouvir; ao mesmo tempo, ao pé de seu ouvido, seus lábios encostaram em carne para sussurrar "Não antes de ter certeza que queres ser minha, pequena."
Os dois passaram juntos ainda muitos invernos, outonos, primaveras e verões.
Honestamente? Eu, em meu particular, acreditaria no que ainda está por vir.. mas o amor um dia morre e se deteriora junto com os corpos - parque de diversões para larvas e fungos - enquanto as estações perduram sob os desejos descomedidos de enamorados bestas.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

How high is the sky?

Pronto. Admito: tenho saudades. Tenho saudades e quero te ver e te ter e te beijar e te cheirar e me entregar. Em tempo integral.
Através de união de palavras, olhares, toques, lábios e línguas, silêncios... a minha confusão frente ao que tu sentes; teu esconderijo atrás de uma máscara dourada e mal polida: essa incógnita da timidez. Cada demonstração contida me engloba em agonias e elementos volitivos incomparáveis.
Sim! É para ti que me disseste que desejavas dormir com meu rosto encostado no teu peito, enrolados em nada, apenas em um enlace envolvente de pernas - admirando o dia amanhecer. [referência] Sim! É para ti que me sustentas o peso morto do corpo apenas com um sorriso brando, mesmo que no escuro.


Contigo, aprendi a ver o dia começar, me trazendo mais satisfação que o pôr-do-sol envolto por águas... Se tudo inicia bem, como pode terminar mal?
("How much do I love you? How high is the sky?")