quinta-feira, 22 de setembro de 2011

a little more for your little you

"(...)
E talvez você esteja bem

E talvez eu não tenha a menor idéia
É, talvez preto seja branco
E talvez preto seja branco também
Mas é tudo a mesma coisa
Você não entende a situação em que se encontra
Você mordeu a isca, e agora é tarde demais
Você não deu certo
Olhe só pra você
Você tinha os maiores planos
mas nenhum jeito de realizá-los
Foi tudo uma encenação
E agora você não consegue se ater aos fatos
(...)"

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

sábado, 3 de setembro de 2011

Partout, (mon) soleil.

O Sol trouxe aquele ar de (quase) primavera: frágil, saltitante. Senti que o perfume que me acompanhou já não resvala junto ao vento. Não te sinto mais por aqui... nem tu, nem tua falta.
A luz mexeu na minha íris, desembaraçou o embalo dos meus cabelos, entrou por baixo da minha blusa, te apagou da lembrança. O mar ondulou os meus traços em suas ondas, enganou a espuma no sal da minha pele. Desabrochou em mim a felicidade única de te abandonar onde tu quiseste desaparecer.
O horizonte, fixado atentamente pelos olhos sépia de Ernesto, coloriu-se em matizes azuis alaranjadas, enganou a bruma, me forçou a respirar.. finalmente.

Sigo desfrutando tal experiência única, todas as manhãs, os raios dourados no meu íntimo. Ladainha.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

efêmero

À meia-luz, o nariz ríspido e pálido apontava as gotas mansas da chuva que escorriam pela janela. Aquela tez, tão branca, iluminava em forte contraste à carne abundante dos beiços róseos. O olhar emoldurado em castanhas tornaram-se olivas. Os minutos de atenção que a estrada repousou em ti também me lamberam a sola dos pés...
Tirar a venda que te cobre inteira... Acabar com o silêncio do tato das íris - com um piscar, um ruído breve, um escorrer de dedos por cabelos... Fazer-te perder a graça por meio do conhecimento de intimidades: o sorriso.
E a lâmpada que te desenha apagou. Desapareceste. Entendi que minha estação, diferente da tua, agonizou pela falta do teu pisar... Seguiste a estrada; fiquei para beijar a garoa longe da vidraça.

sábado, 6 de agosto de 2011

07/01/2011

Em altíssima velocidade, a noite me carrega para Strasbourg. Dois homens, trajados de preto, em minha frente, trabalham com seus computadores portáteis - prova de que o tempo não pode ser desperdiçado. Dedos voluptuosos em contato com as teclas, olhos espantados com informações: expressões, ao meu ver, prazeirosas. É nesse exato instante que foge-se da futilidade do dia-a-dia, envolto por seus lenços de cores multicolores.
O preto, então, não quer significar o luto, a tristeza.. precisa mostrar que remete à seriedade que cada gesto - profissional ou não - representa. Mostra classe e elegância; a postura que a menina (desejosa de se desenvolver mulher) busca no seu andar.
E foi com dois homens, trajados em preto, que fui contemplada para descansar os meus olhos da paisagem escurecida pela noite que se apresenta através do vidro da janela...